terça-feira, 18 de outubro de 2011

Faroeste Caboclo

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu
Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão
Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.
Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.
E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar
Dizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"
E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal
"Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar"
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga
Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô
Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar
E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar
Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.
Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
"Tem bagulho bom ai!"
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.
Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.
Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
"Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"
Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general
Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu
Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
"Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter"
O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João
"Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cu na mão
E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião"
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
"Você perdeu sua vida, meu irmão"
"Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as consequências como um cão"
Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar
Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina
Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar
Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar
Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar
E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
"Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar"
Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez
Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou
E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor
E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão
No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir
Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali
E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"
E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"
E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor
E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV
E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz...
Sofrer...
Composição: Renato Russo 

O ALPINISTA E A CORDA


   
Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o monte Branco. Como ele queria a glória somente para si, resolveu escalar o monte sozinho,  o que não era sensato no caso de uma escalada dessa dificuldade. Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde; porém, como ele não se havia preparado para acampar, resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo. Escureceu e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha. Não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz; não se via absolutamente nada; tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia Lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma "parede", apenas a 100 metros do topo, ele escorregou e caiu... Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguindo ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão. Sentia uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade. Ele continuava a cair e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida. De repente, ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... shack! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou na  sua cintura. Nesses instantes de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não lhe sobrou nada além do que gritar: “Oh, meu Deus! Ajude-me!”. De repente, uma voz grave e profunda respondeu: “O que você quer de Mim, meu filho?”. “Salve-me, meu Deus!”. “Realmente acredita que o possa salvar?”. “Eu tenho certeza, meu Deus!”. “Então corte a corda que o mantém pendurado."Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem  agarrou-se mais ainda à corda e reflectiu que se largasse a corda morreria... Conta o pessoal de resgate que no outro dia encontraram um alpinista congelado, morto, agarrado com as duas mãos a uma corda...a não mais de dois metros do chão.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Drama de Um Apaixonado



"Quando a conheci tinha 16 anos.
ELA, eu não sei.
Fomos apresentados numa festa por um carinha
que se dizia meu amigo.
Foi amor a 1º vista.
ELA me enlouquecia.
Nosso amor chegou a um ponto que já não conseguia
mais viver sem ELA.
Mas era um amor proibido.
Meus pais não aceitaram.
Fui repreendido na escola e passamos até a nos
encontrar escondido, mas aí não deu mais.
Fiquei louco. Eu a queria mas não a tinha.
Eu não podia permitir que me afastassem DELA.
Eu a AMAVA.
Bati com o carro.
Quebrei tudo dentro de casa e quase matei minha irmã.
Estava louco.
Precisava DELA.
Hoje tenho 39 anos, estou abandonado pelos meus pais,
amigos e por ELA.
Seu nome?

COCAÍNA!

Devo tudo a ELA!

Meu amor...
Minha vida...
Minha destruição...
Minha MORTE".
Fred Mercury
Falecido Líder do Conjunto Queen

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O fusquinha vermelho


Um amigo meu conta a historia de uma mulher que comprou um fusquinha vermelho.

Certo dia, levou os filhos ao zoológico.

Estacionou o carro perto do show dos elefantes.

Ao retornar, à tarde, teve a horrível surpresa de ver a capota e os lados do carro amassados.

Seu espanto aumentou ao ouvir dizer que, durante o dia, um elefante havia escapado.

Como parte do seu ato, ele devia colocar as patas sobre um tambor vermelho.

Diligentemente, após anos de treino, o elefante havia posto as patas em cima do fusquinha!

A mulher estava desesperada. As autoridades do zoológico lhe asseguraram que assumiriam a despesa do conserto do veículo.

À caminho de casa, um guarda a deteve acusando-a de haver deixado o local de um acidente.

Ele viu o dano mas nao tinha conhecimento das circunstâncias.

"Mas, seu guarda, não sofri nenhum acidente!"

exclamou a mulher.

"Um elefante pôs as patas em cima do meu carro.

" A reação do policial foi aplicar-lhe um teste para ver se ela estava bêbada e a seguir levá-la para a delegacia mais próxima.

"O senhor não compreende!

Por favor, telefone para o zoológico!" foi o pedido da mulher ao sargento de serviço.

Afinal, ele telefonou e as autoridades confirmaram que a mulher dizia a verdade.

Envergonhado, o sargento pediu desculpas e a deixou ir.

A história dessa mulher é um exemplo extremo da falta de comunicação, mas algumas das contradições de nossas próprias palavras e vida não são menos difíceis de acreditar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Verdadeiro Segredo Maçônico

O verdadeiro Segredo 

Maçônico...
É um segredo de vida
e não de ritual
e do que se lhe relaciona.
Os Graus Maçônicos comunicam àqueles que os recebem,
sabendo como recebe-los,
um certo espírito,
uma certa aceleração da vida
do entendimento
e da intuição,
que atua como uma espécie
de chave mágica dos próprios símbolos,
e dos símbolos
e rituais não maçônicos,
e da própria vida.
É um espírito,
um sopro posto na Alma,
e, por conseguinte,
pela sua natureza,

...incomunicável.


Por: Fernando Pessoa (1888-1935), nascido Fernando António Nogueira Pessoa, foi maçom em Lisboa, sua cidade natal. É tido como um dos maiores poetas que a língua portuguesa produziu, sendo seu valor equiparável ao de Camões.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

5 Motivos Para Não Ser Maçom

1) Influência Política – Poder


Ao contrário do que muitos pensam, a Maçonaria Universal, pelo menos a Maçonaria Regular, não detém mais influência no Poder Político, como ocorreu no passado, do que qualquer outra instituição social, a exemplo das igrejas praticantes dos mais variados credos religiosos, sindicatos classistas, movimento dos “sem-terra” e outros do gênero, porque a Maçonaria nada tem a ver com política partidária, nem com os políticos inescrupulosos que infestam a sociedade, nos dias de hoje. A única influência que a Maçonaria pode exercer, nesse sentido, quando age e pensa como Maçonaria, é apenas a influência de ordem moral, pelo exemplo efetivo dos seus membros, por meio da aplicação dos seus princípios fundamentais, apregoados ao longo dos séculos. Engana-se, pois, quem pensa que, ao agregar-se à Maçonaria, através dela, pelo respeito que ela ainda inspira, terá livre acesso aos corredores do Poder.
Aliás, uma das coisas que o maçom logo observará, quando fizer uso do bom senso e da sabedoria Maçônica, é que esse famigerado Poder é mais ilusório do que real, além de efêmero e corruptor dos bons costumes, com o esclarecimento adicional de que, num ambiente democrático qualquer, conscientemente, deverá ficar bem claro que o Poder só conferirá autoridade àquele que os demais indivíduos membros admitirem reconhecer e permitir. Em Loja Maçônica Regular, entretanto, o detentor do Poder e condutor das decisões, em razão da autoridade conferida pelos seus membros ativos, é o Venerável Mestre, com a observação oportuna, de que todos os Mestres que sentam na Cadeira do Rei Salomão, paradoxalmente, não possuem mais direitos do que o Aprendiz mais recente, mas têm, em contrapartida, mais responsabilidades e deveres de que todos os demais Mestres.
Ante o exposto, conclui-se, então, que quem busca o perfume do Poder, sem a busca, em primeiro plano, do fiel cumprimento dos seus deveres Maçônicos, inclusive sem a consciência de quais sejam as suas responsabilidades, como “parcela ativa” da sociedade, esse certamente não encontrará apoio e guarida na Maçonaria, porque na Maçonaria, ao contrário do que ocorre no mundo profano, a maior autoridade tem o nome de humildade e é reconhecida como aquela que serve, que transpira fraternidade, age com honestidade e fomenta a harmonia.

2) Influência econômica – Negócios e Dinheiro

Quem pensar que o ingresso na Maçonaria possa representar uma “porta aberta”, para se obter contato com as pessoas economicamente influentes, realizar bons negócios e, desse modo, propiciar condições para “subir na vida”, pense outra vez, pense melhor até, pois se esse for mesmo o seu propósito, poupe-se ao trabalho e às despesas consequentes, porque dentro da Maçonaria jamais conseguirá fazer negócios diferentes daqueles que faria, estando fora dela. O que todos lhe pedirão, aqui na Maçonaria é que dê algo de si, continuadamente, em prol dos seus semelhantes, sem mesmo cogitar em retorno algum de ordem material e benefícios de ordem pessoal, de qualquer natureza, porque todos os negócios praticados na Maçonaria, estão sempre relacionados com a elevação moral e espiritual dos seus membros, através da busca incessante pela sublimação do espírito sobre a matéria e engajamento efetivo dos seus obreiros, no projeto de se construir um mundo social melhor, mais fraterno e mais justo.

3) Influência social – Honrarias e Reconhecimento

Na Maçonaria Regular, como se sabe, todos os seus membros ativos usam aventais, colares, joias, emblemas e comendas diversas, mas o verdadeiro maçom considera todos esses utensílios, uns como vestimentas úteis e necessárias à prática da ritualística Maçônica, outros como meros adereços pessoais, sem qualquer significação simbólica ou esotérica, com a observação oportuna, inclusive, a bem da verdade, que o único avental que todos os maçons podem usar, independentemente do seu grau e qualidade, no âmbito da Maçonaria simbólica, é o avental do Aprendiz Maçom, com a sua simbologia única, cuja brancura e pureza devem ser preservadas, nunca conspurcadas pela prática de ações censuráveis, ilícitas ou indignas, de qualquer natureza. As diferenças entre o avental mais rico, o avental bordado e o mais colorido deles, se comparado com o avental branco utilizado pelo Aprendiz Maçom, são só os preços cobrados pelos seus fabricantes, porque todos eles são igualmente importantes e indispensáveis, de uso obrigatório, em todas as solenidades ritualísticas.
Por outro lado, um maçom regular não deve ser diferente do outro, no cumprimento dos seus deveres Maçônicos, tampouco deve utilizar a autoridade de que é detentor, para usufruir de privilégios especiais, que não sejam os de reconhecimento fraterno e de respeito à autoridade conferida pelo seu cargo, sem a reprovável prática de culto à sua profissão, distinção econômica ou posição cultural, exceto nas múltiplas relações iniciadas ainda no mundo profano, porque o tratamento a ser dispensado, nessas ocasiões, será mesmo o apropriado à sua autoridade profana, mesmo quando se tratar de maçom. Ser reconhecido simplesmente como “Irmão maçom”, em todos os casos, enfim, é a maior honraria recebida pelo obreiro, independentemente do seu status social, profissional ou cargo Maçônico que ocupe na instituição.

4) Beneficência – Ajuda ao Próximo

O maçom bem intencionado, que, porventura procure no seio da Maçonaria, que insista na procura de um instrumento ou de uma maneira de, como dar vazão ao seu desejo impulsivo de ajudar ao próximo através de movimentos eminentemente beneficentes e, se for essa a única e principal razão que o move em direção da Maçonaria, esse maçom também está muito enganado. Não que a Solidariedade e a Beneficência não sejam privilegiadas pela Maçonaria. Claro que o são. Mas não é essa a razão de existência da Maçonaria, porque a Solidariedade e a Beneficência Maçônica, é um subproduto consequente de um trabalho organizado e comprometido com o bem-estar da humanidade, nunca a causa principal da sua existência, sob pena de se ver prejudicada a sua finalidade primordial. Portanto, se são a Solidariedade e a Beneficência que atraem o bem intencionado e nada mais do que isso, seja maçom ou não, o melhor que ele pode fazer é desenvolver esse trabalho meritório em organizações beneficentes vocacionadas, como Lions, Rotary, Associações etc. e mesmo sem se juntar a qualquer organização, certamente encontrará na sua rua ou na sua localidade alguém que necessita da sua ajuda. E em sendo maçom no seu propósito de auxiliar sempre ao seu Irmão necessitado, em tudo aquilo que for necessário e justo, sem prejuízo seu, de seus familiares e de seu trabalho.

5) Curiosidade – Conhecer o “Segredo Maçônico”

Se a curiosidade, estimado irmão, tem sido o combustível que tem alimentado o seu desejo de continuar maçom, em detrimento da busca permanente pela sua elevação moral e espiritual, por meio do aperfeiçoamento dos costumes e prática constante da verdadeira fraternidade, como tem ensinado a Sublime Instituição, então não se iluda mais, mude de atitude logo, porque enquanto pensar desse modo, será um obreiro fadado ao insucesso e à indiferença, essa doença insidiosa e letal, que tem atacado as nossas colunas e ceifado a muitos, sem esquecer de que, distante desse espírito maléfico de curiosidade que o envolveu, somente o trabalho, a persistência, a determinação e o querer converter-se em legítimo construtor social, aliado ao respeito pelas nossas tradições, autoridades legalmente constituídas e sistema normativo em uso, somente nessa condição, o Irmão poderá incorporar o modelo de maçom vitorioso e de obreiro que sabe praticar, eficazmente, a verdadeira Maçonaria.
Portanto, caro curioso, se é a curiosidade que o move a ser maçom, esqueça! Há outros meios de o satisfazer! E, afinal, se o que pretende é apenas conhecer como pensam, o que fazem e de que tratam os maçons, nem sequer precisam se incomodar muito: basta-lhe entrar na Internet e continuar lendo os diversos e inumeráveis sites Maçônicos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tatuagens Maçônicas



Tatuagens no Passado e no Presente
A Tatuagem é uma técnica milenar de marcação definitiva, originalmente feita perfurando-se a pele com espinhos ou ossos, e aplicando-se tinta sobre os furos, para que penetrasse por baixo da camada epidérmica. No Egito (4000 a 2000 a.C.) era prática usual e exclusiva para membros da realeza, como símbolo de status e com função religiosa.
“Ötzi”, a múmia de um homem congelado, datada de 5000 anos, foi encontrada nos Alpes europeus, entre a Itália e a Áustria. O corpo, bastante preservado no gelo, mostra uma série de tatuagens ao longo da coluna, com padrões de pontos e linhas simples, somando, ao todo, 57 sinais.
Os Incas, Astecas e Maias, nas Américas, também conheciam a técnica de tatuar, usada em sacerdotes e reis. O clima desértico preservou diversos corpos tatuados Os índios amazônicos também conhecem a tatuagem, que é feita normalmente perfurando a pele com espinhos e usando tinta de jenipapo Modernamente a tatuagem teve grande divulgação através de países polinésios e asiáticos.
Nativos do Tahiti, Chineses e Japoneses alteraram o conceito original da tatuagem e a popularizaram como manifestação artística. Marinheiros, presidiários, até mesmo nazistas, foram responsáveis pela má fama adquirida pela tatuagem. Grande parte da sociedade ainda a considera um tipo de contravenção, ou algo a ser criticado e evitado. No entanto, jovens em todo o mundo passaram a utilizá-la de forma artística, tornando-a um item da moda e do bom gosto.
“O primeiro funeral maçônico registrado na Califórnia ocorreu em 1849. O morto era um maçom que se afogou no mar. Tinha uma marca de Mestre tatuada. No seu braço esquerdo havia um E.A. e no direito um F.C. No seu peito esquerdo as luzes da Maçonaria, e no direito um pote de incenso. Em outras partes do seu corpo havia um coração, espada, o olho que tudo vê, ampulheta, sol, lua, cometa, 3 degraus, a Virgem Lacrimosa, e o deus Chronos com sua foice” Anúncio num Jornal Londrino em 1900.
O tatuador oferece, entre outras coisas, serviços de tatuagens de jóias maçônicas, símbolos e desenhos emblemáticos.
Fatos Recentes
Yasha Beresiner, Ex-Venerável da Loja Quatour Coronati (Inglaterra) publica um artigo sobre Tatuagens Maçônicas e propõe a criação de uma Tatto Lodge.
O Jornal The New York Times publica uma entrevista com o Ir.’.Savini, representante da Grande Loja de Nova York onde ele informa que a Maçonaria não obriga seus membros a se tatuarem, mas que ele mesmo tem uma tatuagem maçônica.
Algumas Considerações
A tatuagem é uma manifestação estética como outra qualquer. Tem milênios de existência e tradição. Ao longo do tempo teve seu conceito alterado diversas vezes, sem nunca deixar de ter profundo significado simbólico. Hoje é largamente aceita e utilizada por grande parte da população mundial. As tatuagens maçônicas não são comuns no Brasil, o que não ocorre em outros países como Inglaterra e Estados Unidos. Nessas sociedades, a tatuagem maçônica demonstra muito mais o orgulho de ser maçon, do que o desejo de publicidade.